Os bancos brasileiros podem ser muito maiores. O Brasil tem condições de crescer muito e rapidamente e com ele os seus bancos. O progresso de qualquer país depende da capacidade de financiamento da criatividade e operosidade de seus habitantes, que se dá através dos bancos. Os bancos brasileiros estão na contramão do progresso.
Eles deixaram de funcionar como agentes incentivadores do crescimento para tornarem especuladores que visam o ganho fácil e rápido. Antigamente, os gerentes das agências bancárias conheciam a maioria dos clientes daquela comunidade, sabendo a capacidade empreendedora e a confiabilidade de cada um.
Dessa forma, eles tinham condições de avaliar o risco dos empréstimos e financiar àqueles que apresentavam projetos rentáveis. A maioria dos empregos são provenientes das microempresas, que são geralmente fundadas por pessoas jovens, com muita disposição para o trabalho, mas sem dinheiro.
Essas microempresas, que seriam milhares se existissem quem as financiassem, representariam a maior parte dos empregos de qualquer nação. Hoje, por título de economia, esses gerentes foram substituídos por moças e rapazes jovens e de boa aparência, geralmente recém-formados, sem nenhuma experiência para decidir os empréstimos bancários, já que hoje quem decide o valor dos empréstimos sãos os computadores, que tem o cadastro de todas as pessoas, e sabe com segurança a capacidade de endividamento de cada um em função do seu salário.
Assim, se uma pessoa deseja um empréstimo, por telefone ele é informado do limite disponível, que no mesmo instante é colocado na sua conta. No entanto, se essa pessoa tem um bom projeto, o banco não leva em consideração, mesmo porque o valor dos juros cobrados atualmente são tão altos que nenhum negócio tem condições de cobrir os custos desses empréstimos.
Com esse funcionamento dos bancos, o país deixa de criar milhares de empregos, que é a sustentação do progresso. Os bancos só emprestam para as pessoas porque eles tem necessidade de manter o status de banco. Eles hoje só interessam em emprestar para o governo, que paga juros absurdos, e tem conseguido pagar pequena parte dessa dívida e rolar o restante. Com isso, a dívida interna alcança hoje mais de um trilhão de reais, tornando impagável.
E, com certeza, num espaço de tempo muito curto, o tesouro nacional não terá condição de continuar arcando com aquela pequena parte necessária para rolar o grosso da dívida.
É urgente que o governo entenda o raciocínio acima, obrigando os bancos brasileiros a funcionarem como antigamente, ou como qualquer banco de outra nação. E que os banqueiros entendam que se eles tivessem continuado a funcionar como antigamente, o Brasil não teria deixado de crescer como na época do milagre econômico brasileiro, na década de 70, quando crescia 10% ao ano.
E hoje teríamos uma nação forte e próspera, consequentemente esses bancos teriam crescido e estariam classificados entre os maiores do mundo e não como os mais rentáveis em relação ao seu capital.
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