Os sistemas previdenciários apresentam problemas que tendem a agravar-se com o tempo em todos os países. No Brasil, o governo está sempre tentando reformulá-lo, mas ele peca por não localizar a origem real dos problemas e fica discutindo soluções que não levam a um resultado satisfatório.
No início da implantação do sistema previdenciário, o número de contribuintes superava em muito o número de beneficiários. Com o passar do tempo e com o envelhecimento da população, o número de beneficiários aumentou de tal maneira que hoje a proporção está próxima a dois contribuintes para um beneficiário.
O descontado em folha desses dois contribuintes aproximadamente (8% de cada) mais o que a empresa paga por eles aproximadamente (20% para cada) não dá para sustentar a aposentadoria de um beneficiário. Além disso, existem os benefícios concedidos àquelas pessoas que necessitam de algum tipo de auxílio. Este sim é o principal problema dos sistemas previdenciários existentes em todo o mundo.
Em breve, essa proporção será de um contribuinte para um beneficiário.
Portanto, não existe a possibilidade dos sistemas previdenciários terem sustentação própria. O país tem que se responsabilizar pela manutenção e bem-estar dos idosos. O que ele já faz na prática quando cobre a diferença entre a arrecadação e as despesas do INSS. O que precisamos é legalizar essa situação para inclusive darmos mais clareza às contas públicas. É preciso reformular as leis já existentes sobre o assunto, levando em conta que o governo é que vai arcar com a maior parte dos custos do INSS.
Assim, não é lógico cobrir a aposentadoria daqueles afortunados que hoje tem bons salários. A contribuição deve ser limitada para não dar motivo para essas pessoas reclamarem que recolheram sobre um valor superior ao da aposentadoria.
O governo não deve orientar essas pessoas a recorrerem à previdência privada, pois esta também, num futuro próximo, não conseguirá se autosustentar.
Assim, aqueles que ganham bons salários devem economizar enquanto estiverem ativos para manter o mesmo padrão de conforto da velhice. O principal objetivo do INSS é garantir uma vida digna e justa a todos os brasileiros aposentados.
Portanto, todas as atuais propostas para a reforma da previdência como aumentar a idade mínima de aposentadoria e cobrar contribuição dos aposentados não passam de paliativos. Estas propostas não resolverão o problema da previdência. As pessoas precisam ficar atentas para não caírem no conto da previdência privada.
Como é possível o governo assumir essa despesa?
Os governos terão que praticar os seus princípios básicos de funcionamento, que se resume em zelar pelo bem-estar da população como um todo. Terão que usar o capitalismo para fazer riquezas, pois o lucro é a mola do progresso, e o socialismo para distribuí-las.
Hoje, o governo, através dos impostos, é o sócio majoritário de todos os empreendimentos existentes no país. Todas as despesas feitas por qualquer pessoa, através de impostos indiretos, vão parar nas mãos do governo.
Assim, quando o governo assumir parte do INSS, ele não estará fazendo mais que a obrigação, que é reverter as riquezas do país em benefício da sua população.
No Brasil, o governo federal arrecada aproximadamente 300 bilhões por ano. Com este valor paga-se:
- a folha de pagamento;
- a diferença entre a arrecadação e a despesa do INSS;
- parte dos juros do custo do financiamento da dívida interna do país, que este ano deve ser em torno de 80 bilhões.
Não sobra quase nada para os investimentos necessários ao bem-estar da população.
A parte dos juros vai para os banqueiros e a classe rica que nunca ganharam tanto como no atual governo Lula. Portanto caros internautas, se os juros brasileiros fossem juros normais como são nos outros países, dava para complementar o pagamento do INSS e ainda sobraria meios para investir no progresso do país e melhorar os salários dos professores, dos policiais, dos profissionais da saúde, etc.
O raciocínio exposto neste artigo é simples e lógico como deve ser a solução de todos os problemas brasileiros.



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