Transposição do Rio São Francisco II
A meta da transposição é atenuar o efeito da seca no Nordeste. Esse projeto, e os demais feitos até hoje para resolverem o problema, pecam porque eles dão atenção, especificamente, para a água e nenhum deles leva em consideração outro ponto tão importante quanto mesma, que é a sua distribuição.
Não fica bem para os técnicos mencionarem que a região de influência do projeto, que tem 6.800.000 habitantes, estará beneficiando pelo menos grande parte dessa população, levando a entender que a Transposição do Rio São Francisco vai ser a redenção daquela parte do Nordeste. Veja no artigo em anexo a história do Sr. Licínio, morador do município de Jati, residente a 5 km de onde passará o canal de transposição.
Só quem teve a oportunidade de ver sua fotografia estampada em primeira página do Jornal Estado de Minas de 28 de março de 2001, sentiu no semblante do seu Licínio a esperança de ter um dia, à sua porta, água do São Francisco para matar a sua sede, de sua família, dos seus animais e irrigar uns poucos pés de milho para produzir mingau e pamonha.
Dá pena ver seu Licínio, como tantos outros milhares de "Licínios" do Nordeste, residentes a mais de poucos cabos de enxada dos canais ou rios perenizados pelo projeto "Transposição do Rio São Francisco", serem enganados pelo governo, pois eles nunca terão a tão esperada água do São Francisco às suas portas.
Não vi, em parte do projeto que passou pelas minhas mãos, qualquer menção sobre a distribuição da água. Os técnicos não falam dessa distribuição nos projetos sobre a seca do Nordeste porque eles não sabem como fazê-la. É uma missão impossível, tanto física quanto financeiramente. Só a natureza é capaz dessa façanha, ao evaporar a água do mar, com os raios solares, purificando-a e transformando-a em vapor que, ao tomar a forma de nuvem, é levada pelos ventos e assim, distribuída em todas as regiões na forma de chuva.
Distribuir água nos centros urbanos é fácil. Faz-se a sua captação na fonte, levando-a até um depósito, geralmente em pontos elevados, para aproveitar a gravidade, a partir daí, as prefeituras, através de milhares de metros de tubulação sob as ruas, entrega a água na porta de cada um dos moradores, onde ela será medida através de hidrômetros, e cobrada posteriormente.
Os moradores bombeiam a água para as caixas d’água, no alto de suas residências, e a distribuem para todos os andares. Nessa fase são empregados milhares de bombas e metros de tubulação.
Já distribuir água numa região onde os moradores estão a quilômetros uns dos outros é impossível. Portanto, o projeto "A Transposição do Rio São Francisco" será um fracasso, um verdadeiro "elefante branco". Depois de implantado terá alto custo de manutenção e não terá atendido seu objetivo principal, que é minimizar a seca para os moradores assistidos pelo Projeto.
É possível abastecer com a água do Rio São Francisco a cidade de Fortaleza e outras cidades do Nordeste, é possível fazer um ou vários projetos de irrigação nessa região com a mesma água, gerando emprego para os nordestinos. Só não foi mencionado no projeto como a água do São Francisco chegará à porta dos milhares de "Licínios" nordestinos que são a maioria dos 6.800.000 habitantes da região, pessoas que sofrem nos períodos de seca e que realmente precisam dessa água, mas como seu Licínio, vivem hoje na esperança de ter o projeto "A Transposição do São Francisco" concretizado.
Acho que não é certo dar esperanças falsas para os "Licínios" do Nordeste e tampouco alardear aos brasileiros que o dinheiro dos impostos está sendo bem empregado no projeto da transposição para minimizar o sofrimento dos nordestinos com a seca.
Se a distribuição de água para uma região fosse possível, seria fácil acabar com a seca, por exemplo, das regiões de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), que estão próximas ao Rio São Francisco e que sofrem nos períodos de estiagem tanto quanto as outras do Nordeste que estão localizadas longe do leito do Rio. Somos todos brasileiros, portanto, vamos levar água primeiro para os que estão próximos do Velho Chico. Mas como fazer isto? Não tem como fazer! Portanto, o problema da seca não é só a água. É também a sua distribuição.
No vale do Jequitinhonha existem áreas tão pobres e secas como no Nordeste Brasileiro, onde o rio é perene e nunca secou, nem nos piores períodos de estiagem. Pouco resolve para os habitantes do Jequitinhonha que exista água em seu leito, pois eles não têm acesso a ela.
Suponhamos que Minas Gerais seja um país, não um estado. Os mineiros estariam sensibilizados com o sofrimento e a pobreza dos habitantes do seu "Nordeste": a Região do Jequitinhonha. Principalmente se o Rio Jequitinhonha não fosse perene. Certamente, os políticos desse pseudo país proporiam um projeto para transposição de 3% da água do São Francisco para perenizar o Rio Jequitinhonha a partir da cidade de Pirapora, que está localizada a menos de 500 Km do leito a ser perenizado. Seria um projeto polêmico pelo custo, mas defendido com unhas e dentes pelos políticos da região penalizada pela seca. Executado o projeto, o rio estaria perenizado e teria água correndo no seu leito durante o período da seca. Como esse projeto beneficiaria a região do Vale do Jequitinhonha? DE NENHUMA MANEIRA! Voltemos à realidade. O rio Jequitinhonha é perene, no entanto, os habitantes do Vale sofrem os castigos da seca independentemente da existência de água em seu leito.
Os projetos para produção de frutas, implantados no São Francisco em Petrolina e outras regiões como Pirapora, abastecem o Brasil de uvas (3 safras por ano), melões, bananas, mangas, etc. O que o Brasil precisa é de aumentar suas plantações irrigadas às margens do São Francisco, gerando o aumento da área anual de irrigação. Comparemos com o aumento anual de países como a China e a Índia.
É possível, hoje, tomarmos a saudável água de coco em qualquer cidade do Brasil. Cocos produzidos no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte ou Bahia. Não seria lógico implantarmos um coqueiral no Sul ou no Centro Oeste do Brasil com a finalidade de criar empregos para os seus moradores.
Como demonstrado, o projeto de Transposição do São Francisco não atenderá ao seu objetivo principal, que é aliviar a seca para a maioria dos habitantes da região, mas ao menos atenderá outras metas propostas por ele:
· Abastecer a cidade de Fortaleza, distante 2.000 Km do rio São Francisco, e outras cidades a 1.000 Km de distância aproximadamente. Isso não é lógico. Garanto que existem várias outras soluções de custos menores que poderiam atender o abastecimento dessas cidades.
· Criar empregos para os nordestinos com execução de projetos de irrigação na região, com água do São Francisco. O lógico é executar esses mesmos projetos nos milhares de hectares existentes nas margens do São Francisco. Com o mesmo capital gasto para criar um emprego na irrigação na região do Nordeste, criar-se-ia muito mais empregos para brasileiros nas irrigações das margens do São Francisco.
Atualmente, estamos vivendo a globalização. Isso significa que o capital produtivo só deve ser investido na produção de bens em regiões que têm uma possibilidade maior de retorno.
Então, não podemos fazer nada para aliviar a seca do Nordeste?
Podemos sim. Mas usando os recurso hídricos já existentes no Nordeste. Os estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte têm uma área de ± 350.000 Km2 e se deseja beneficiar 40% desta área, o que seria 350.000 x 0.4 = 140.000 Km2. No Nordeste chove pelo menos 500 mm por ano. Então o volume anual que cai nesta região será de no mínimo:
140.000 x 1.000 m x 1.000 m x 0,5 m = 7 x 1010 m3/ano.
A vazão do São Francisco é de 2.800 m3/s, o que dá um volume anual de: 2800 m3/s x 360 dias x 24 horas x 3600 s » 8,7 x 1010 m3.
Vemos que na área onde se propõe levar 3% do Rio São Francisco chove durante um ano 7 x 1010 m3 / 8,7 x 1010 m3 = 0,8 da vazão do rio São Francisco ou 80% de sua vazão anual, aproximadamente, 27 vezes a água que se pretende transportar pelo projeto "A Transposição do São Francisco".
A lógica indica que essa é a água a ser utilizada para aliviar a seca no Nordeste. A maior parte dessa água, ao cair com as chuvas, não penetra nos lençóis freáticos, provocando as enchentes nas épocas chuvosas.
Podemos represá-las durante esse período e usá-las nas épocas de estiagem. Não como se tem feito em grandes represas, porque aí estaríamos dando prioridade à água sem levar em consideração a sua distribuição.
"Barragens de Cabeceiras"
Então, como fazer isso? Através do Projeto "Barragens de Cabeceiras" do engenheiro Paulo Gontijo, já falecido. Arquivado no Cartório do 2º Ofício de Registros de Títulos e Documentos, em Brasília (DF), sob o número 00339995, em 29 de junho de 2000, o qual envio duas cópias.
Esse projeto é o resultado do trabalho do Engenheiro Paulo Gontijo executado em sua propriedade "Lago Azul", no município de Ipameri (GO), localizada às margens da BR-050, com acesso no Km 154.
Numa área de 26.500 ha foram construídas, aproximadamente, cem barragens de cabeceiras com o objetivo de aumentar a vazão dos riachos da propriedade nos períodos de seca.
São barragens de terras de baixo custo, por serem de cabeceiras e geralmente implantadas onde o volume de água corrente é pequeno, facilitando a execução das suas fundações, bastando, na maioria das vezes, uma limpeza do terreno. A compactação do maciço é feita com a passagem dos equipamentos que a executam.
As barragens do projeto do Engenheiro Paulo Gontijo possuem características especiais:
· Possuem terraços de contenção para facilitar a penetração da água das chuvas nos lençóis freáticos.
· E um verdadeiro "Ovo de Colombo". Uma tubulação por baixo da barragem, calculada de tal forma que a vazão da água durante o período de seca seja a do volume acumulado durante o período das chuvas.
O projeto do Eng. Paulo Gontijo consiste na construção de milhares de barragens semelhantes a essas nas regiões onde há a necessidade de aliviar o rigoroso período de seca.
Vantagens:
· Ele prioriza a distribuição da água pelas barragens, o que nenhum projeto contra seca faz. Dessa maneira, tentar perenizar pequenos riachos, cujo somatório perenizaria grandes rios, sendo, em maior escala, a distribuição da água.
· Não é necessário investir de uma só vez em grandes obras. Esse projeto pode e deve ser feito em etapas, escolhendo, primeiramente, os vales onde as barragens teriam o melhor retorno e aproveitando, também, para aperfeiçoar o sistema, aprendendo-se com as falhas e acertos das várias etapas.
· Já existe um projeto piloto funcionando no município de Ipameri (GO), que serve como modelo para a execução de outros projetos, com uma área de 26.500 ha, ou seja, 265 Km2 onde foram construídas 100 barragens, dando uma média de 0,37 barragens/Km2. Se a área do Nordeste a ser beneficiada for de 140.000 Km2 e construirmos nessa área 50.000 barragens, teremos uma média de 0,35 barragens/Km2. Esse número indica que teríamos uma reserva de água para todos os habitantes da região a uma distância nunca superior a 1 Km, inclusive para os seus animais.
Na luta contra a seca do Nordeste, além do projeto das "Barragens de Cabeceiras", poder-se-ia usar, o que também deverá ser um sucesso, o já falado programa de milhares de cisternas, projeto que também visa a distribuição da água, e estudar a possibilidade de aproveitar a água dos depósitos subterrâneos da região.
O Revigoramento do São Francisco
Assoreamento
Quando o homem interfere na natureza para tirar algum benefício, costuma causar efeitos colaterais prejudiciais.
Ao construir barragens para produzir energia elétrica e regularizar a sua vazão num rio como o São Francisco, esses efeitos aparecem.
As barragens de Três Marias e Sobradinho proporcionam a geração de uma grande quantidade de energia, o que facilitou o progresso do Brasil, além de regularizar a vazão do rio São Francisco, acabando com as enchentes periódicas que arrasam as cidades ribeirinhas à jusante dessas barragens.
A vazão do São Francisco, depois de Sobradinho, variava entre 600 m3/s até 9.000 m3/s. Hoje está regularizada em 2.800 m3/s.
As grandes vazões de 9.000 m3/s tinham um efeito benéfico. Elas funcionavam como descarga, limpando os canais do rio e tornando-o navegável, e o rio, ao sair do seu leito, formava lagoas que eram verdadeiros paraísos para a proliferação dos peixes. Com a vazão do rio regularizada, aparecem os efeitos colaterais. Diminuem-se os peixes e o rio tem a sua navegação prejudicada, porque seus canais não são mais desassoreados.
Portanto, por mais que replantem as matas ciliares, a navegação do rio não voltará o que era antes.
Saneamento
Quando uma cidade grande joga os seus esgotos nos rios, a qualidade das suas águas fica prejudicada. No momento em que essas águas chegam a uma grande represa, os detritos provenientes desses esgotos decantam fazendo com que a qualidade da água melhore à jusante da represa. Quando não existem represas entre o esgoto e o mar, a natureza faz o seu trabalho purificando a água através da evaporação, fazendo com que as chuvas, originadas dessa evaporação, sejam puras e cristalinas.
O saneamento dos esgotos não deve ser resolvido em função do revigoramento de um rio, mas devem ser tratados como um problema de saúde pública.
É um despropósito os políticos da região do São Francisco exigirem "Transposição só com revigoramento". Os mesmos usam argumentos falhos.
Primeiro: a água que pretendem tirar do São Francisco representa apenas 3% de sua vazão, o que não vai prejudicar em nada o rio.
Segundo: Um país pobre como o Brasil não pode se dar ao luxo de gastar com a qualidade da água de um rio do tamanho do São Francisco, quando tem outros problemas para resolver com prioridades bem maiores. O melhor argumento seria considerar um desperdício de verbas na transposição de qualquer rio para resolver o problema da seca numa região.
É um grande engano falar que o rio São Francisco está morrendo. Ele tem hoje quase a mesma vazão anual que tinha na época de Pedro Álvares Cabral e terá praticamente a mesma quando entrarmos no IV milênio. A qualidade das suas águas é relativamente boa. As águas de alguns de seus afluentes, que recebem muitos detritos provenientes dos esgotos das cidades, por serem de baixos volumes, é que têm a qualidade prejudicada, como o Rio das Velhas. É obvio que os esgotos têm que ser tratados antes de serem lançados aos rios. Só que existem outros investimentos prioritários.
É demagogia ser contra o
É demagogia ser contra o projeto porque o mesmo não beneficia a todos os atingidos pela seca. Se este projeto como está custa caro, imagine quanto custaria um que tivesse este propósito. É válido o empreendimento, mesmo que venha beneficiar alguns que já tenham situação favorável apesar da seca. O importante é oferecer mais água à região e exigir dos beneficiados a geração de mais empregos e renda para a população, que assim poderá tornar factível outros meios de combate à seca. Este será apenas um grande passo para a solução da seca, outros pequenos passos serão factíveis a partir dele.
Transposição prematura de quê? do Rio São Francisco?
Seria de extrema infantilidade de minha parte, Querer saber o quanto de dinheiro do povo sera desviado em prol de algumas empreiteiras e de seus mensaleiros politicos.
Vamos ao que interressa.
Será auto sustentável?
De onde virá a energia para o bombeamento?
As Hidreletricas terao reservas mesmo em periodo de sêca?
A água chegará aos estimados milhoes de habitantes?
Existem estudos cientificos que garantam a preservaçao do eco sistema?
Foram feitos estudos de custo benefício?
É um projeto de prioridade, ou existem outros comprovadamente provados que realmente trarão mais beneficio e desenvolvimento social? Ferrovias.
Quem arcará com manutenção(dinheiro do povo) ou alguma empreiteira garantira de seu patrimonio acaso venha a dar prejuizo
Existe algum seguro de quem afirma tem que assinar embaixo
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Poderia enumerar milhares de questionamentos que ainda não tem respostas concretas.
por isto acho prematura a ideia e principalmente o inicio deste verdadeiro desvio digo transposiçao do Dinheiro público.
luizcarloslula@hotmail.com.br
transposicao do rio sao francisco
acredito que o povo brasileiro ta muito afastado de deus, nao sei como alguen pode ser contra um projeto que vai beneficiar boa parte do nordeste nao emporta se vai beneficiar grandes latifundiarios o que emporta e que o brasil prescisa crescer e muito e esse projeto e so uma gota no oceano mais sem essa gota boa parte do nordeste continua seca , acorda povo brasileiro e deixa o pais crescer !!!!!!
Transposição
Concordo plenamente com o Sr Geraldo... por que será que somente o governo defende tanto essa obra?
Existem formas mais eficazes e menos custosas para se amenizar o problema da seca.
Eu gostaria de saber se no futuro ficar provado que essa obra não alcaçou o objetivo defendido pelo atual governo se de alguma maneira será possível responsabilizá-lo pelo eventual fracasso?
Roberto
“Projeto Assalto”
Concordo em tudo com o Dr. Geraldo; para ilustrar o fracasso do “projeto assalto” basta ver no que deu no famoso projeto JAÍBA às margens do rio S. Francisco, norte de Minas e perto +/- do Vale do Jequitinhonha. O fiasco foi tão grande que após trinta e quatro anos ainda é um poço sem fundo sugando recursos financeiros incríveis, sem nada produzir.
Paulo Kev
A transposição é um elefante branco
Prezado Roberto,
Não é preciso esperar o futuro para provar que a transposição do rio São Francisco não alcançará o objetivo proposto pelo governo que é minorizar a seca de uma região nordestina habitada por 6.800.000 moradores.
O nosso presidente mal assessorado pelos seus colaboradores, mente para a nação, quando afirma que a transposição vai aliviar a seca de toda esta população. Simplesmente, não tem, nem fisicamente nem financeiramente como distribuir esta água à uma população que ocupa uma área que faz parte de quatro estados quase tão grande como o estado da Bahia.
O projeto elaborada pelos técnicos do governo não explica como vai ser feita esta distribuição. Os moradores que estiverem até quinhentos metros dos canais poderão saciar a sua sede e dos seus animais com a límpida e doce água do velho Chico. Mas, aqueles que localizarem à um, dois, dez, cem, quinhentos ou mais kilometros dos canais nunca beberão desta água.
Foi uma debate inócuo entre os defensores e os opositores da transposição. Debateram mil e um argumentos, só faltou uma opinião para afirmar que todo aqueles debates não valiam nada. Pois, ninguém sabe como distribuir a água para pessoas tão distantes uma da outra.
População atendida...
Não importa a quantidade de pessoas que vivem naquela região. O que importa é que "pessoas" serão beneficiadas com a transposição. Da mesma forma que não acabaremos com a pobreza, mas podemos ajudar algumas poucas pessoas.
Todo tipo de projeto a favor da população deveria se apoiado pela própria.
Se o canal vai passar a não sei quantos quilômetros da casa de fulano... tudo bem que é longe. Mas não fica mais fácil de levar a água até a casa dele através de tubulações? Ou talvez esta pessoa seria beneficiada de outras formas, como por exemplo, geração de emprego e renda na região.
Vamos acreditar que o Brasil pode ser melhor pros brasileiros. Mesmo que aos poucos esta melhora aconteça, mas vamos acreditar. É melhor do que ficar de braços cruzados criticando e vendo pessoas passando necessidades.
Em uma guerra onde morrem mil, se você consegue salvar 1 já é um grande mérito!
Ronildo Hélio
TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO
Qualquer que seja a obra feita alí, causaria danos, acontece que nada foi feito em 500 anos, como trata-se de canais, caso ocorra algum erro este erro pode ser revertido, esta é a diferença da região.
No rol de conhecimentos de
No rol de conhecimentos de tecnologias de convivência com a seca existe uma que desperta a atenção pela sua simplicidade e eficiência. É o chamado Barreiro de Salvação. Ele atende a questão da distribuição de precipitações que, no semi-árido, gera o que se conhece como veranicos. Estiagens de 15 dias podem frustrar a safra, o que seria contornado com a distribuição de água por descargas do barreiro de salvação através de um registro instalado em sua parede, estando o mesmo estratégicamente montado em ponto potencial de uso de força da gravidade. É uma tecnologia descrita com pequena análise econômica pela Embrapa/Cpatsa, na série de aproveitamento de águas de escorrimento superficial. Isoladamente o barreiro é uma solução pontual. Ele carrega a possibilidade de produção de dois ciclos em anos em que as chuvas são ditas normais. Só nos casos de seca absoluta não haveria funcionalidade do mesmo. Pode-se, em média, utilizar uma áres de 3 ha para captação o que daria 30.000 m2 x 0,7m = 21 000 m3 acumulados e cerca de 15 000 m3 líquidos para utilização. Esta água seria suficiente para complementar as necessidade de 3 ha de culturas de subsistência. Tem, ainda, o barreiro, a virtude de não demandar, pelo menos em seu total requerimento, recursos a fundo perdido, pois poderia ser financiado com facilidades. Uma grande rede desses barreiros viabilizados nos espaços requeridos do semi-árido alavancaria o nível de vida dos pequenos produtores que teriam como armazenar víveres e vender sobras em probabilidades que romperiam o estágio atual. No NE semi-árido ocorrem 6 anos de sucesso em cada 10. O ano de zero precipitação é raro. Um programa de implantação de barreiros de salvação é, sem dúvida, uma solução que um dia teremos de executar, com chance elevada de acerto. Um dia em que as soluções brasileiras estiverem a cargo de técnicos e não de políticos ansiosos de se converterem em messias das transformações sem a devida competência. Cabe-nos perguntar: Por que projetos de irrigação já foram impedidos em nome de uma vazão do Rio próxima do limite de comprometimento? Por que os espaços de suas margens, em grande parte, não são utilizados e se tenta justificar o transporte da água para quilômetros de distência? Tem algo errado, não? Esta é uma colaboração de José Luiz de Albuquerque - 081 3431 1579 - Olinda-PE.
A transposição das aguas do rio são francisco
Quais são os motivos que levaram o governo federal a criar o projeto a transposição das aguas do rio são francisco?
Transposição do Rio São Francisco
Gostaria de espaço para proceder esclarecimentos sobre o artigo acima, todavia desprovido de fundamentação:
O Sr. Geraldo Antunes escreve direitinho, porem desconhece os verdadeiros fundamentos beneficos que este canal de transposição pode fazer.
O Sr. conhece as adutoras que abastecem os grandes centros como Rio, São Paulo, Belo Horizonte ?
O Sr. deve ter conhecimento de grandes obras de transposição de agua na Russia, nos Estados Unidos, só se constroi uma obra desta por questão de estrema necessidade.
Lamento profundamente ser publicado um ponto de vista desta natureza. Caro Geraldo Antunes, leia algo sobre salinisação, evaporação . abraços Farias Fortaleza 085 32873454.
Transposição do rio São Francisco
Resolver de um vez por todas o problema da seca que aflige uma área no nordeste que pertence aos estados: Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Essa área tem em torno de 6.800.000 habitantes.