Como abaixar os juros bancários sem provocar ainflação de demanda, mudando a cultura brasileira sobre juros e revigorando aeconomia com o aumento de empregos.
Taxa Selic: Estes juros são os responsáveis pelo endividamento do Governo e sua queda não provoca a inflação de demanda. Portanto, o Governo pode diminuí-los até chegar aos níveis dos países do primeiro mundo.
Juros Bancários e dos Crediários: Estes sim, se forem baixados, provocam a inflação de demanda. A população aproveita a queda dos juros para comprar mais e, com isso, aumenta-se as vendas no varejo. Quando o mercado passa a vender mais, a indústria e o comércio aproveitam para aumentar seus lucros elevando os preços das mercadorias. Isto gera a inflação de demanda. O Governo reagirá imediatamente, através do Banco Central, aumentando a taxa Selic, que, na realidade, nada tem a ver com os juros bancários e com a inflação de demanda.
Então não é possível abaixar os juros bancários sem provocar a inflação de demanda?
É possível.
Como?
Criando-se o seguinte mecanismo:
Os depósitos a vista nos bancos têm um custo zero para os Bancos e para o Governo, que os recolhe através dos depósitos compulsórios.
O Governo libera gradualmente a parte do compulsório para emprestar à população, que adquire bens no comércio a juros de 1% ao mês sem correção, dados como pagamento aos bancos para gerenciarem os empréstimos.
Então se cria uma lista dos bens que poderão ser financiados através destes recursos.
Para um produto constar desta lista será necessário que o Governo negocie com a indústria e o comércio um congelamento do seu preço durante um período de seis meses, por exemplo.
Negociando este congelamento, o bem entra na lista, quando as lojas poderão vendê-lo em prestações com juros de 1% ao mês sem correção.
Quando o produto aparecer na lista, todas as pessoas que necessitarem do mesmo aproveitarão os juros baixos, acabando os estoques.
Como os produtos estarão com os preços congelados, sua falta no mercado não provocará a inflação de demanda.
Com o aumento da demanda do produto, a indústria aumentará a produção para repor os estoques, gerando novos empregos.
Ao aumentar a produção e a reposição de estoques, a própria concorrência fará com que os preços continuem os mesmos. Isto é, o aumento da oferta garantirá a manutenção dos preços, independentemente do congelamento. Assim as baixas taxas de financiamento poderão prevalecer até mesmo terminados os prazos estabelecidos para o congelamento de preços, afugentando o fantasma de uma suposta inflação de demanda, que ocorreria caso não valêssemos do sistema que estamos propondo.
Da mesma maneira, outros produtos e serviços poderão ser negociados e entrarão na lista daqueles que serão financiados com juros baixos, sem que isto acarrete uma inflação de demanda.
A vantagem de um sistema como este é que, além de revigorar a economia com o aumento do emprego, mudaria a cultura dos brasileiros, provando, na prática, que os juros podem e devem ser mantidos em taxas compatíveis com o desenvolvimento do país.
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