Dinâmica entre duas galáxias com o observador no referencial absoluto (do Big Bang).

Dinâmica entre duas galáxias com o observador no referencial absoluto (do Big Bang).


 


Animação 0 3


Figura 0 3

 

Esse observador, o único realmente parado, vê todos os movimentos no universo.

No início da criação, ele vê, durante a explosão do Big Bang, um caldo de energia acelerar rapidamente até adquirir velocidades uniformes proporcionais à suas distâncias até o centro da explosão. Parte desse caldo, com velocidade Vt, e uma outra parte, com velocidade Vp, no futuro, transformaram-se na Via Láctea - Terra - e na galáxia P, respectivamente.

Em um tempo T = 13,7 bilhões de anos, idade atual do universo, ele viu:

- a parte do caldo primordial, com velocidade Vt, transforma-se na Via Láctea (Terra) e percorrer com velocidade uniforme Vt a distância A, chegando à posição atual L;

- uma outra parte desse caldo, com velocidade Vp, transformar-se na galáxia P e alcançar sua posição atual P, tendo percorrido a distância B.

Na idade T1 do universo:

- a Terra ocupa a posição L1 depois de percorrer a distância a;

- a galáxia P ocupa a posição P1 depois de percorrer a distância b;

- entre os fótons emitidos por P na posição P1, os emitidos na direção da Terra em L1, sofrem a influência da velocidade de expansão Vp, modificando suas velocidades de emissão c, para c2 onde c2 = c + Vp (figura 03).

Em um tempo T2:

- a Terra vai de L1 até L, percorrendo a distância a1 com velocidade Vt;

- a galáxia P vai de P1 até P, percorrendo a distância b1, com a velocidade Vp;

- o fóton vai da galáxia P, no ponto P1, até a Terra em L com velocidade c2 e está sempre entre a Terra e a galáxia P.

O fóton, ao chegar na Terra em L, devido a velocidade Vt da Terra e ao efeito de aberração, modifica sua velocidade c2 para c, onde c1 = c - V.

O raio de luz:

- Os fótons emitidos da galáxia P, durante o percurso da posição P até a posição P1, sofrem a mesma modificação de c para c2 e formarm o raio de luz que cresce com a velocidade c entre a galáxia P e a Terra, o qual é arrastado pela velocidade Vp de P.

- Para o observador em P, ele se afasta com velocidade c;

- Para o observador na Terra, ele se aproxima com a velocidade c1 = c - v ;

Efeito Maurício

É o efeito de expansão do universo observado do espaço absoluto.

Duas galáxias quaisquer, no caso, a galáxia P e a Via Láctea (Terra), e o centro do universo O, local do Big Bang, crescem com o tempo formando sempre triângulos semelhantes. Isso pode ser observado na animação 03 e na figura 03, em que o triângulo OP1L1 e OPL são semelhantes, obrigando o ângulo B de visada a permanecer sempre com o mesmo valor.

Cria-se, assim, para nós aqui na Terra, uma ilusão verdadeira:

Primeiro:como estamos no referencial da Terra, pensamos que estamos parados, não conhecemos o valor de nossa velocidade V de expansão, apenas as nossas outras velocidades, como as de rotação e translação, por meio de observações relativas que explicam os fenômenos do dia e da noite e das estações do ano.

Segundo: Como os ângulos de visada de qualquer galáxia observada por nós não se alteram com o tempo, isso faz com que observemos todas as galáxias sempre na mesma posição afastando-se de nós com suas velocidades de afastamento Va. Isso porque no triangulo OPL os lados OL e OP crescem de uma maneira uniforme, fazendo com que o lado LP, distância entre a Terra e a galáxia P, cresça também de uma maneira uniforme.

Da mesma maneira, um observador em qualquer galáxia, verá sempre o seu universo visível da mesma maneira como vemos o nosso. Todas as galáxias afastando-se dele com suas velocidades Va de afastamento proporcionais as suas distâncias até o observador.

  Veja também

Elaboração da planilha do universo verdadeiro

   

O Local do Big Bang, centro do universo verdadeiro

   

Consistência do efeito Mariana

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