Como a Ciência propôs a existência da matéria escura
Não é possível determinar a órbita do Sol em torno do centro da Via Láctea. Estimando-se o período desta órbita em 200 milhões de anos, o tempo que o homem teve para estabelecer posições do Sol nesta órbita é muito pequeno para, através destes pontos, determinar a órbita.
Considerando que as estrelas descrevem um movimento circular em torno do centro galáctico causado pela atração gravitacional, a ciência calculou a massa da galáxia Via Láctea, usando a distância do Sol a este centro e sua a velocidade de rotação.
Partindo da força centrípeta do Sol:
,
e considerando que ela é produzida pela atração gravitacional entre o Sol e a galáxia, conforme a exposição
,
chega-se à equação
, onde:
MG = Massa da Galáxia;
Vsol = Velocidade do Sol (220.000m/s);
Rsol/Galáxia = Distância do Sol ao centro galáctico (2,6 x 1020 m); e
G = Constante gravitacional (6,7 x 10-11 m3/Kg.s2).
Assim, obtem-se o valor de MG = 1,9 x 1041 Kg, que é aproximadamente 1011 vezes a massa do Sol.
Através de observações da radiação emitida pelo gás de hidrogênio neutro (H), os astrônomos determinaram a curva de rotação da galáxia (velocidade de rotação x distância ao centro). Essa curva mostra que a massa contida dentro de um raio de 15 Kpc (duas vezes a distância do Sol ao centro galáctico) é de 2 x 1011 MSol, ou seja, o dobro da massa contida dentro da órbita do Sol. Era de se esperar que, a partir deste ponto, a curva de rotação passasse a decrescer, porque o movimento das estrelas e do gás situado mais distante deveria ser mais lento. Surpreendentemente, não é isso que se observa. Pelo contrário, a curva de rotação aumenta ligeiramente para distâncias maiores, o que implica que a quantidade de massa continua a crescer, o que só pode ser explicado porque nossa Galáxia contém matéria não-visível, que se estende muito além da matéria visível. Esta é uma indicação de um problema muito maior, chamado matéria faltante (missing mass), ou matéria escura (invisível, que não emite luz), externa a órbita do sol.
Como Deduções Lógicas descobriu que não existe matéria escura
Fazendo uma análise do método utilizado pela ciência para os cálculos que levaram a acreditar na existência da matéria escura, notamos que houve um equívoco em considerar a órbita descrita pelo Sol em torno do centro galáctico como circular.
Em Deduções Lógicas, o equilíbrio dinâmico entre os corpos é obtido igualando a força de interação da gravidade à força centrífuga provocada pelo movimento em torno do centro de gravidade entre eles. Só existem órbitas circulares quando as massas dos corpos são iguais, ou em alguns casos específicos. Portanto, as órbitas dos planetas em torno das estrelas, ou das estrelas em torno do centro galáctico, devem ser elípticas.
Sendo assim, o cálculo da velocidade do Sol em sua órbita deve ser efetuado como se faz, quando as órbitas são elípticas, aplicando as fórmulas contidas no Livro de Astronomia Esférica Vetorial de Rodrigo Dias Társia.
Calcula-se o ângulo v, considerando-se os valores de "E" e "e", através da equação:
;
onde: ângulo v = anomalia verdadeira;
ângulo E = anomalia excêntrica;
e = excentricidade da órbita.
Sendo P o período do astro em sua órbita elíptica, calcula-se:
V0 = Velocidade média na órbita, através da equação
sendo:
a = semi-eixo maior da órbita. Então, calcula-se:
Vr = velocidade radial;
Vr = V0 x e x sen v;
Vt = velocidade tangencial;
Vt = V0 x e x cos v;
V =
;
onde V é a velocidade do astro na órbita elíptica.
Planilha montada com as fórmulas acima para o cálculo de V
Exemplo de aplicação da planilha:
Velocidade da Terra em torno do Sol
e = 0,01670863 (excentricidade)
a = 149.598.022.981 m (semi-eixo maior)
P = 31.558.149 s (período)
Calculamos:
-a velocidade no periélio, quando E = 0 ° ;
-a velocidade na extremidade do eixo maior, quando E = 90 ° ;
-a velocidade no afélio, quando E = 180 ° .
Para os internautas simularem as velocidades dos astros nas suas órbitas
Chegamos aos resultados para:
E = 0, V = 30.286 m/s;
E = 90o , V = 29.784 m/s;
E = 180o , V = 29.291 m/s.
Comentários:
A Terra parte do afélio com velocidade de 29.291 m/s, acelera durante 6 meses, chegando à velocidade de 30.286 m/s no periélio. Então ela desacelera voltando ao afélio com sua velocidade inicial (29.291 m/s).
Diferença das velocidades:
V = Vp - Vaf
V = 30.286 m/s - 29.291 m/s = 995 m/s.
Ou seja, a velocidade sofreu um acréscimo de 3,39% em seis meses.
Obs: Se a órbita da Terra fosse circular em torno do Sol, a sua velocidade Vo seria constante, sendo:
,
onde:
V0 = 29,784 Km/s
A velocidade do Sol em sua órbita elíptica em torno do Centro Galáctico
Não conhecemos esta órbita, nem temos como calculá-la. Portanto, para termos noção de grandeza dos resultados, tomaremos a excentricidade (e) como se fosse igual à excentricidade da órbita do planeta Mercúrio, mas poderíamos tomar qualquer outro valor. Neste caso, temos:
eMercúrio = 0,2056318.
Para o semi-eixo maior da elipse, tomaremos o valor, encontrado pela ciência, da distância do Sol ao centro da galáxia. Assim:
a = R = 2,6 x 1020
Para o período P, tomaremos o valor de 200 milhões de anos considerados pela ciência. Entrando com estes valores na nossa planilha, chegamos às seguintes velocidades:
Para os internautas simularem as velocidades das estrelas em suas galáxias
Sol no periélio E = 0o V = 318 km/s
Sol na extremidade do semi-eixo menor E = 90o V = 258 km/s
Sol no afélio E = 180o V = 210 km/s
Comentários:
Os resultados acima representam apenas uma grandeza possível para a variação da velocidade do Sol na sua órbita. Ele acelera do afélio com velocidade de 210 km/s até o periélio com velocidade de 318 km/s, durante 100 milhões de anos, aumentando a sua velocidade em aproximadamente 50%.
Considerando-se estes dados como verdadeiros, é possível que a velocidade de 220 Km/s encontrada na prática pela ciência seja compatível com uma determinada posição da trajetória ocupada, atualmente, pelo Sol, dentro da faixa de 210 - 318 Km/s, calculado pela planilha.
Da mesma maneira, se simularmos os dados para uma estrela com distância R variável e ao mesmo tempo variarmos o período, chegaremos aos dados da tabela a seguir:
|
Distância R (Kpc) |
Período (anos) |
Velocidade (Km/s) |
|
0,5 |
11.750.000 |
210 ------ 319 |
|
1,0 |
23.500.000 |
210 ------ 319 |
|
2,0 |
47.000.000 |
210 ------ 319 |
|
4,0 |
94.200.000 |
209 ------ 319 |
|
6,0 |
141.000.000 |
210 ------ 319 |
|
8,5 |
200.000.000 |
210 ------ 318 |
|
10,0 |
235.000.000 |
210 ------ 319 |
|
15,0 |
352.000.000 |
210 ------ 319 |
|
20,0 |
470.000.000 |
210 ------ 318 |
|
25,0 |
588.000.000 |
210 ------ 318 |
|
30,0 |
704.000.000 |
210 ------ 318 |
Deste modo, concluímos que as velocidades das estrelas podem permanecer na mesma faixa da velocidade do Sol, como acontece com os dados observados na prática, que são diferentes dos dados calculados pela ciência. Não há, portanto, a necessidade de pressuposição da existência da massa escura para justificarmos as diferenças dos dados obtidos nos cálculos teóricos e reais das velocidades das estrelas nas galáxias.
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