| A física interpreta mal as forças da natureza, induzindo os professores a ensiná-la erradamente.
Ensinei a interpretação certa do funcionamento da força centrífuga para os meus colegas da turma de engenharia de 1963 da UFMG, Drs. José Mário Rego Campos, Pascoal Perrela e Walter Nabuco, os quais aceitaram a minha interpretação como certa. Para colaborar na divulgação de minha interpretação, eles propuseram que procurássemos a professora que nos ensinou física na escola de engenharia da UFMG, para que ela endossasse essa nova interpretação da física. Com isso, teríamos o respaldo de uma profissional conceituada, como é a Beatriz, que lecionou para a maioria dos engenheiros de Belo Horizonte, formados até o final do ano 2000. Ela nos recebeu atenciosamente. Ao explicarmos a minha interpretação para o funcionamento da força centrífuga, ela reagiu como todo físico, tentando, antes mesmo de ouvir, provar que eu estava errado, nos vários exemplos que eu tentava explicar. |
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Por fim, ela utilizou um dos vários brinquedos que ela usa para explicar os fenômenos da física, um carrinho movido a pilha.
Colocou-o sobre uma mesa arrastando uma corrente. Essa corrente estava presa à parte lateral do brinquedo. De repente, ela prendeu a corrente com o seu dedo num ponto A da mesa. |
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Se a corrente estivesse presa na parte traseira do carro, ele continuaria com a força do seu motor, a pilha, a tentar ir para frente.
Com a corrente presa no ponto A, o carrinho não conseguiria sair do lugar, as suas rodas ficariam deslizando, criando com isso uma força F na direção do deslocamento do carro, e uma tensão T, na corrente, que equilibraria a força F. Como a corrente estava presa na lateral do carro, a tensão T, na corrente, e a força motora de deslocamento F do carro, obrigaram-no a mudar sua trajetória de retilínea para uma trajetória curvilínea. |
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Aí ela me deu um xeque-mate, afirmando que aquele movimento curvo do carrinho existe porque apareceu uma força centrípeta na direção do centro da curva, e que a força centrípeta existe em todos os movimentos circulares. Nesse momento, ela não deu chance para contestações, convidando-nos para um café com bolinhos de queijo, que havia preparado para a nossa visita. Ficou encerrada ali, a minha tentativa de convencê-la da existência da força centrífuga nos movimentos curvilíneos. Com a professora Beatriz cheia de satisfação, achando que me convenceu da existência da força centrípeta, fomos então para o café, relembrar o nosso tempo de faculdade. |
| Agora, aproveito este espaço para explicar de maneira correta, que nesse exemplo do carrinho não apareceu nenhuma força centrípeta, pois ela não existe. Na trajetória curva aparece uma aceleração centrifuga ac , que mantém constante a velocidade tangencial v. Esta aceleração é: |
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Onde, |
v = velocidade tangencial do carrinho; r = raio da curva. |
| Essa força motora F, nas rodas do carrinho, o manteve com a velocidade v constante, tanto na sua trajetória reta como na sua trajetória curva. Essa força motora é a responsável por manter o carrinho na sua trajetória curva, de raio r , e em sua trajetória reta, quando o raio de curva Portanto caro internauta, tire a sua própria conclusão. A Força real que aparece nos movimentos circulares é? A FORÇA CENTRÍPETA, como pensa, da maneira que ela aprendeu na escola e ensinou a todos seus alunos durante toda a sua vida, a física Beatriz Alvarenga. A FORÇA CENTRÍFUGA como afirmo nas minhas teorias. Veja na página Posteriormente, a professora Beatriz me afirmou que um corpo em movimento circular tem a tendência de sair pela tangente. Esse é outro erro de interpretação que ela aprendeu na física e que continua ensinando aos seus alunos, como me ensinou no ano de 1960, quando foi minha professora. A interpretação certa seria: Um corpo em um movimento curvilíneo tem a tendência de sair para fora do movimento, na direção do raio deste movimento, empurrado por uma força real centrífuga. Ele só não sai, porque aparece uma força real, que equilibra a força centrífuga, e que no caso do carrinho, é uma força de tensão na corrente. A interpretação errada dos físicos vem do raciocínio de que se a força centrífuga cessar, o corpo em movimento curvilíneo sai pela tangente. De fato, sai pela tangente, porque no momento em que a força centrífuga deixar de existir, a força opositora a essa força centrífuga também não existirá mais. No momento que soltarmos a corrente do carrinho, só existirá a sua força motora(pilha), que fará com que ele saia pela direção da sua velocidade neste momento. Vá para o ítem 10 do menu abaixo. |
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5 comments for "Como a professora Beatriz Alvarenga é enganada pelas interpretações erradas da Força Centrífuga".