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Como o professor Dulcídio Braz Júnior é enganado pelas interpretações erradas da força centrífuga
Porque a física acredita na existência da força centrípeta
A componente tangencial da tensão de um corpo pendurado por uma corda em movimento
Na figura 1, dois corpos B e B1 estão pendurados por cordas em um disco metálico nos pontos A e A1. Em cada um desses corpos atua o peso P na vertical, que é equilibrado pela tensão vertical T na corda.
Na figura 2, o disco movimenta-se em torno do seu eixo com uma velocidade angular uniforme w. Esse movimento é proporcionado por uma força motora acoplada a um eixo ligado ao centro O´do disco. A velocidade angular do disco será transmitida aos corpos B e B1 através das cordas.
O corpo B fica sujeito ao seu peso P, à tensão T na corda e à força centrífuga fcf que aparece com o movimento curvíneo do corpo B. A força de tensão T decompõe nas forças de tensão T1, T3 e T2, que equilibram:
T1 = a força centrífuga Fcf;
T3 = o peso P;
e T2 é a componente tangencial da tensão T que é a responsável pela mudança de direção do movimento do corpo B a cada instante, além de manter constante a velocidade angular deste corpo.
Na figura 3 vemos que o movimento de B atrasa em relação ao movimento de A uma distância equivalente ao segmento BB’, fazendo aparecer um ângulo a entre a direção da corda AB o a direção AB’, que seria a direção da corda se não houvesse o atraso. Este atraso provoca o aparecimento da tensão T2 que é a projeção da tensão T da corda na tangente ao movimento circular do corpo B em relação ao centro O deste movimento. Esta tensão T2, que é sempre perpendicular ao raio OB do movimento de B é que mantém o movimento circular do corpo B constante, além de modificar a direção do movimento do corpo B a cada instante.
Para que exista os movimentos circulares é necessário a existência real de uma força tangencial ao movimento circular dos corpos.
Na figura 4, se aumentarmos a velocidade angular w, a força centrífuga Fcf aumentará, fazendo com que o corpo B procure uma nova posição de equilíbrio dinâmico. Nessa nova posição do corpo B, o ângulo q também aumentará, provocando um novo equilíbrio nas componentes da tensão da corda, de tal maneira que:
- a tensão T3 que equilibra o peso P do corpo B permaneça a mesma, já que P é constante e T3 = P;
- a tensão T1 aumenta com o aumento da velocidade v do corpo B para compensar o novo valor do módulo da força centrífuga Fcf.
Vemos também na figura 3 que o ângulo a aumenta de tal maneira que a tensão T2 aumenta justificando a nova velocidade tangencial v. Lembremos que a distância L e o peso P são sempre constantes. Este raciocínio vale também para o corpo B1.
Na figura 5, se projetarmos a tensão da corda T sobre o plano de movimento do corpo B, cujo movimento é uma órbita circular de raio r com o centro no ponto O, teremos a componente T4. Neste plano vemos que a componente tangencial T2 é a soma vetorial de T4 com a força centrífuga Fcf.
Essa componente tangencial T2 é a responsável pelo movimento v desse corpo B.

De onde concluímos que a velocidade v do corpo B em movimento circular tencionado por uma corda é originada pela soma vetorial da tensão da corda projetada no plano do movimento com a força centrífuga Fcf.
Essa força T2 é sempre perpendicular ao eixo do movimento e, aplicada a o corpo B, não provoca nenhuma aceleração desse corpo, mas é a responsável pela mudança de direção do corpo B a todo instante.
Explicaremos aqui o levantamento das cadeiras quando penduradas em uma barra com movimento circular em torno de um eixo, como nos brinquedos existentes em parques de diversões.
A cadeira com o seu ocupante, quando parada, está sob o efeito de duas forças:
O peso da cadeira equilibrado com a tensão das correntes
.A cadeira com o seu ocupante, quando em movimento, está sob efeito de três forças:
- O peso P na direção vertical.
- A força centrífuga Fcf que aparece horizontalmente, de dentro para fora, no plano do movimento circular da cadeira.
- A tensão T nas correntes que sustentam a cadeira.
Estas três forças estão em equilíbrio dinâmico quando a cadeira está com movimento circular uniforme v, proporcionado pelo motor que gira o eixo do brinquedo.
A projeção na vertical Tv da tensão T vai equilibrar com o peso P.
A projeção na horizontal TH da tensão T vai equilibrar com a força centrífuga.
Haverá um atraso do movimento da cadeira que fará aparecer a componente tangencial Tg, perpendicular ao raio do movimento circular. Por ser perpendicular, essa componente não aparece na figura. Essa componente Tg é a responsável pela mudança a todo instante, da direção do movimento da cadeira com o seu ocupante e da manutenção desta velocidade tangencial de uma maneira constante.
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