O Universo Inflacionário
No meu aniversário de 66 anos em 30/04/2005, ganhei vários presentes. Dentre eles, havia três livros sobre cosmologia. Na madrugada do dia seguinte, ao folhear o livro "O que sabemos sobre o Universo" de Richard Morris, da Jorge Zahar Editor, pela primeira vez, tomei conhecimento de como a Ciência chegou na teoria do universo inflacionário, da pág. 28 a 31. Lá está escrito:
" É possível provar matematicamente que, se a teoria da Relatividade Geral estiver certa, o Universo deve ter começado num estado de densidade infinita da matéria."
" Se quiséssemos saber o que aconteceu no momento da criação do Universo, seria necessário uma teoria de gravitação quântica que combinasse a mecânica quântica com a relatividade. Mas tal teoria nunca foi formulada, de modo que as teorias referentes à origem do Universo têm que ser de natureza especulativa."
" A teoria mais conhecida do Universo primitivo é a do Universo Inflacionário, formulada em 1979 pelo físico Alan Guth. De acordo com Guth, o universo passou por um período de expansão extraordinariamente rápida quando tinha 10-35 a 10-33 segundos de idade."
" A teoria inflacionária é amplamente aceita pelos cientistas. Eles não conhecem nenhuma outra teoria capaz de explicar porque o universo tem as características que apresenta hoje. Por exemplo, quando ele estava com um segundo de idade, tinha que ter uma densidade de matéria igual a uma certa cifra, com uma exatidão de quinze casas decimais. Se a densidade fosse maior do que isso, mesmo por um volume minúsculo, a gravidade teria feito a expansão do universo deter-se com relativa rapidez. Em seguida, teria havido um estado de contração, e o Universo teria sofrido uma grande implosão [big crunch] muito antes de ter a oportunidade de evoluir. Se a densidade ficasse abaixo do número crítico, mesmo por um volume minúsculo, a expansão teria prosseguido com tal rapidez que as estrelas e galáxias nunca poderiam ter-se formado. A matéria ter-se-ia dispersado a uma velocidade grande demais."
"Ora, sucede que, sendo correta a teoria do Universo Inflacionário, o universo teria tido exatamente a densidade certa. A rápida expansão iniciada aos 10-35 segundos teria ajustado sua densidade na medida exata. A expansão rápida teria acarretado exatamente a densidade de matéria necessária. Isso talvez pareça uma espécie de truque matemático. Mas, na verdade, não é. Quando se elaboram detidamente as equações associadas à teoria inflacionária, constata-se que não vem muito ao caso qual teria sido a densidade original."
Pelo que foi exposto acima, observei que a ciência foi obrigada a aceitar o Universo inflacionário simplesmente porque ela não tem alternativa para explicar convincentemente como foi possível o universo transitar nessa fase, quando a densidade era inicialmente infinita, sem entrar em colapso. Até hoje, ainda não surgiu uma teoria alternativa que explicasse tal acontecimento. O que Alan Guth fez foi simplesmente eliminar a fortíssima gravidade inicial ao fazer o volume do universo crescer vertiginosamente de um volume quase zero até praticamente um volume infinitamente maior. Com isso, foi possível eliminar a densidade infinita existente na origem do Universo, evitando o seu colapso (big crunch). Esse argumento é inaceitável, já que seria um tremendo absurdo tal inflação abrupta do volume do Universo. Logo, por falta de uma opção melhor, os físicos foram obrigados a digerir essa idéia mirabolante da inflação. Por outro lado, o que "Deduções Lógicas" já deduziu sobre o funcionamento da gravidade mostra sua consistência ao explicar de uma maneira palatável como o Universo conseguiu transpor essa fase inicial. Vejamos:
1ª fase - No instante inicial do Universo
Veja "O segredo da gravidade", de onde concluímos que a gravidade lógica apareceu devido à velocidade de expansão do Universo.
Como no início do Universo não havia movimento e conseqüentemente nem gravidade, então, também não havia peso e nem materialização. Não havendo materialização, a energia naquela região não ocupava volume. Com isso, conseguimos também explicar satisfatoriamente como toda a energia existente no Universo, que hoje se apresenta na forma de matéria (galáxias), estava contida num ponto (sem volume), sem peso e sem densidade. Assim, conseguimos transpor a fronteira do conhecimento, explicando também como o Universo era instantes antes da grande explosão.
2ª fase - Aceleração do Universo
A energia pura que emergiu da grande explosão inicial foi acelerada a velocidades muitas vezes superiores a da luz, de tal maneira que, os quanta dessa energia adquiriram acelerações proporcionais às suas distâncias ao centro da explosão, até cessar a atuação da pressão do Big Bang, devido ao aumento do volume da esfera que representava o Universo. Nessa fase, a única força existente era a imensa força de expansão do Universo, pois a gravidade é transmitida através de partículas mediadoras, que denominamos energétrons. Devido à tremenda expansão acelerada dos quanta, não havia possibilidade de um energétron viajar de um quantum a outro, portanto não houve gravidade nessa fase inicial.
3ª fase - A expansão do Universo com velocidades uniformes

Quando cessou a fase de aceleração do Universo extinguindo a grande força que o impulsionava, cada quantum de energia continuava expandindo com sua velocidade V, uniforme, adquirida durante a fase de aceleração. Assim, devido à ausência dessa força inicial, tornou-se possível que energétrons emitidos por um quantum alcançassem o outro (veja: níveis de materialização), exercendo nesse uma força de gravidade lógica, levando à formação de pares de quanta cujos constituintes orbitam um em torno do outro.
Dois quanta quaisquer Q1 e Q2 e o centro do Universo (o local do Big Bang) formam um triângulo, que devido às suas velocidades uniformes de expansão V1 e V2, cresce, formando sempre triângulos semelhantes. Como eles são semelhantes, os seus lados também são; e assim, a velocidade de afastamento Va entre Q1 e Q2 também é constante.
As velocidades de afastamento Va dos quanta que se afastam de um quantum qualquer Q1 são proporcionais às suas distâncias até Q1.
Um quantum qualquer Q1 sofre a influência gravitacional de todos os quanta que pertencem a uma esfera de raio R, cuja superfície é formada por todos aqueles quanta que afastam de Q1 com velocidade c.
Todos aqueles outros quanta que não pertencem a essa esfera não têm influência gravitacional sobre o quantum Q1, pois suas velocidades Va são maiores do que a velocidade dos energétrons emitidos por todos esses outros quanta na direção de Q1 com velocidade c. Onde os quanta de energia podem ultrapassar a velocidade c, enquanto que as partículas materializadas, quando aceleradas, não podem superá-la.(Veja: velocidade das partículas) Devemos enfatizar que as galáxias que possuem velocidades maiores que c adquiriram tais velocidades na fase de aceleração dos quanta.


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