Efeito Daniel ou as ilusões da luz

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Efeito Daniel ou as ilusões da luz

O efeito Daniel é a propriedade da luz que permite que um fóton seja visto ao mesmo tempo por observadores diferentes com velocidades e trajetórias diferentes, de acordo com a verdade de cada um, mostrando também que a luz funciona como se tivesse a capacidade de ser transmitida de uma maneira instantânea.  

Trajetória de um fóton vista por três observadores diferentes

         A fonte A e o receptor B estão em um mesmo referencial com velocidade de expansão V no Universo, havendo uma velocidade relativa v entre eles. Dos fótons emitidos pela fonte A na posição A0, o que vai alcançar o corpo B será aquele cuja direção de emissão faz um ângulo a, que é função de v com o eixo A0B0. Quando ele ocupar a posição genérica Fn ao longo da sua trajetória A0B, os corpos A e B ocuparão as posições An e Bn respectivamente. Ele é visto simultaneamente nessa posição pelo observador no espaço absoluto, que vê:
- o corpo B na posição Bn, com velocidade V na direção da posição B.
- o corpo A na posição An, com velocidade U = V + v, na direção da posição A;
- o fóton na posição Fn, com a velocidade c2 = U + c na direção de B.
         Pelo observador na fonte A, que pensa que está parado na posição An, vendo o fóton se afastar dele com velocidade c;
         Pelo o observador no receptor B, que pensa que está parado em Bn, vendo o fóton se aproximar dele com a velocidade c3 = cv.
         No momento exato em que os corpos A e B chegam em suas posições A e B, o fóton também chega ao seu destino no corpo B. Devido à velocidade de expansão V do corpo B no Universo e ao Efeito de Aberração, c2 e c3 modificam-se para c, dando a ilusão de terem vindo:
- da posição A para o observador em A que não conhece V,  de tal maneira que c = c2U.
- da posição A para o observador na posição B que não conhece V, mas conhece v, de tal maneira que c = c3 - v

         Pela figura, vemos que nenhum fóton percorreu a trajetória da posição A até a posição B, no entanto, os observadores nos referenciais de A e de B acreditam piamente nas suas verdades, como se os fótons fossem da posição A até B com velocidade c. Essas verdades também são ilusões, pois isso só seria possível se eles funcionassem como se tivessem velocidade instantânea, conforme explica o Efeito Cristina, pois, no exato momento em que o fóton chega em B, os corpos A e B chegam nas suas respectivas posições A e B.

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