O Efeito Mariana é a propriedade da luz que faz com que a velocidade que o fóton percorre a distância entre a sua fonte e o receptor seja sempre c em qualquer referencial, independente da velocidade V de expansão do Universo.
O modo como a luz se comporta em um referencial em movimento permite mudar o módulo e a direção da velocidade de expansão do Universo, sem que haja qualquer mudança perceptível para um observador localizado nesse referencial.
O fóton entre uma fonte A e um receptor B
Para um observador no referencial do espaço absoluto

O fóton que alcançará o corpo B, na posição B, será aquele emitido da posição A0 em direção à B0.
Num tempo t0:
- o corpo A vai da posição A0 até a posição A, com velocidade V.
- o corpo B vai da posição B0 até a posição B, com velocidade V.
- o fóton, devido à velocidade V de A, percorrerá a trajetória A0B, de comprimento L, com velocidade c2, onde c2= V + c.
O fóton, ao chegar em B, na posição B, com velocidade c2, devido à velocidade V de B e ao Efeito Aberração, modificará sua velocidade para c, como se estivesse percorrido a trajetória AB, de comprimento D, em um tempo t0, sendo c = c2 - V.
Como A e B chegam em suas respectivas posições A e B no mesmo instante em que o fóton chega em B, tem-se a ilusão de que ele percorreu a trajetória da posição A até a posição B. Isso só seria possível se o fóton percorresse instantaneamente essa trajetória (Efeito Cristina).
Para um observador no referencial dos corpos A e B
Esse observador não tem conhecimento da velocidade V de expansão do Universo e, na sua verdade, pensa que está parado juntamente com os corpos A e B.
Num tempo t0, o observador vê o fóton emitido de A em direção a B percorrer a trajetória AB, de comprimento D, com velocidade c, de acordo com a sua verdade
Se, no referencial de A e B, mudarmos a velocidade V de expansão do Universo em direção e módulo para V1 ou V2, o observador no referencial do espaço absoluto veria as seguintes configurações:

Para o observador no referencial de A e B, esses corpos estão sempre parados e o fóton percorrerá a distância D entre A e B, com velocidade c, independente do módulo e direção da velocidade de expansão do Universo.
Assim, podemos deduzir o efeito Mariana, a saber:
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A velocidade dos fótons entre dois pontos situados em um mesmo referencial será sempre c, independente da velocidade V de expansão desse referencial no Universo. |

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