10 - O Universo de Einstein
A teoria da Relatividade de Einstein foi construída a partir de pressupostos de conceitos encandeados, onde um deles é o universo estático, ou seja, aquele sem expansão e, portanto, sem o Big Bang. Conseqüentemente, esse pressuposto leva ao repouso das galáxias no espaço, fazendo com que a velocidade da luz seja sempre c para qualquer observador. No entanto, o fato da Terra estar em movimento em torno do sol, sendo esse movimento de natureza local, e não tendo nenhuma relação com a expansão do universo, levou Einstein ao triângulo de Maria formado pelos lados D, L e E, onde:
- D à a distância percorrida pela luz no referencial de Maria;
- L à a distância percorrida pela luz no referencial de João parado, observando o movimento do trem de Maria;
- E à a distância percorrida pelo trem com velocidade v.
Como para Einstein, que considerou o universo estático, a velocidade da luz c é sempre constante para qualquer observador, ao resolver o triângulo mencionado, ele chegou à seguinte fórmula:
,
onde:
- t à o tempo gasto pela luz no referencial de João;
-t0 à tempo gasto pela luz no referencial de Maria.
Isso leva à interpretação de que os relógios de Maria e João marcam o tempo de maneiras diferentes. A partir disso, a Relatividade Restrita é aplicada com sucesso nas questões inerentes à luz.
A conseqüência direta do primeiro pressuposto para o universo estático é a de que não há lugar para o Big Bang, e nem mesmo para o espaço absoluto, já que o Big Bang é o referencial do espaço absoluto. Assim, Einstein concluiu a inexistência do espaço absoluto, o que levou à eliminação de qualquer grandeza que seja absoluta, como no caso do tempo.
Sendo, portanto, o tempo uma grandeza relativa, na resolução do referido triângulo, Einstein atribuiu tempos diferentes para referenciais diferentes, introduzindo dois relógios na interpretação da fórmula do tempo, fazendo disso a dilatação efetiva do mesmo e, a partir daí, a contração do espaço.
Devemos enfatizar que para Einstein sustentar o 1º pressuposto (universo estático), ele teve que introduzir a constante cosmológica a fim de criar uma pressão negativa ("anti-gravidade") para dar sustentação e equilíbrio ao universo, evitando o seu colapso.
Nossos comentários
Atualmente, sabe-se que o universo é dinâmico (modelo Friedmann), portanto, existe o Big Bang (modelo padrão). A partir disso, concluímos a existência do tempo e espaço absolutos, já que podemos pensar na existência de um referencial privilegiado para o Big Bang (ponto de partida), o qual é comprovado pela nossa Cosmologia através das animações e planilhas, confirmando, também, a influência da velocidade da luz pelo movimento das galáxias.
Tendo em vista que o observador no referencial da fonte desconhece seu próprio movimento, ele também não pode saber da influência desse movimento sobre a luz, que é sempre c no seu referencial. Portanto, com base no pressuposto acima, que afirma a constância de c no referencial do observador, chegamos na mesma fórmula da relatividade
, usando somente o relógio do referencial da própria
fonte. Isso permite uma nova interpretação, onde t > t0, pois, na verdade, a luz percorre a trajetória L que é maior do que a trajetória D, sendo tais tempos fornecidos por um único relógio.
"Deduções Lógicas" conhece o funcionamento da luz e os seus efeitos, onde um deles, o " efeito Mariana", considera o funcionamento do universo para qualquer velocidade de expansão, inclusive a velocidade nula, a qual seria o caso do universo estático, onde a matemática einsteiniana, baseada nesse pressuposto, funciona bem pelo efeito Mariana, levando os cientistas a concluir que a sua matemática é a única que fornece a verdade para o entendimento do universo.
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