15 - O Eixo Bruna
A excentricidade da órbita de um planeta do sistema solar
Na figura, temos o triângulo retângulo AAnF´2. Nesse triângulo, se considerássemos o lado AAn fixo e se aumentássemos o ângulo A, então, para que esse triângulo continue sendo retângulo, a distância D entre os focos e a distância c entre o foco e o centro da elipse diminuiria. Conseqüentemente, a excentricidade (e) da elipse também seria reduzida, já que numa elipse temos:
, onde:e = excentricidade da elipse;D = distância entre os focos;a = semi-eixo maior da elipse; c = distância entre o centro da elipse e os focos, sendo c = e x aSe o ângulo A = 90º, a projeção do Sol sobre o eixo maior da elipse, que define a localização do foco do afélio, coincidiria com An, que é o foco do periélio. Então, vem que:D = 0e = 0
Nesse caso, a órbita do planeta não seria elíptica, mas circular.
Rotação do eixo maior da elipse em torno do seu centro O

|
A<90º : o foco do afélio fica localizado à esquerda do centro da elipse. |
A=90º : o foco do afélio coincide com o foco do periélio e a elipse se transforma numa órbita circular. |
A>90º: o foco do afélio muda do lado esquerdo para o lado direito do centro da elipse, fazendo com que o ângulo A1, foco do afélio, entre a direção do semi-eixo maior com o eixo Bruna permaneça sempre menor que 90º. |
Agora, podemos concluir: Na órbita de qualquer planeta do sistema solar, o ângulo A que a direção do afélio faz com o eixo Bruna é sempre menor que 90º, e se este ângulo fosse A = 90º, a órbita deste planeta seria circular.
Lembremos que as velocidades internas dos astros dentro de uma galáxia são de uma grandeza tão pequena em relação às velocidades de expansão dela no Universo, que podemos considerar que a velocidade V de expansão dos astros de uma galáxia no Universo é praticamente a mesma da própria galáxia.
Cálculo do Eixo Bruna
Uma nova proposta científica passa a gerar credibilidade a partir do momento em que suas previsões são confirmadas experimentalmente e observacionalmente.
Baseado nas figuras e animações que compõe este capítulo, concluí a existência de um eixo no Universo, que denominei de Eixo Bruna, onde o sol desloca com a sua velocidade de expansão no Universo uniforme V, que é a mesma da nossa Via-Láctea.
Os planetas que compõe o sistema solar acompanham este deslocamento e, ao mesmo tempo, descrevem órbitas elípticas em torno do sol.
Um observador no referencial do sistema solar não tem como conhecer a sua velocidade V de expansão no Universo, considerando-se parado em relação à essa velocidade, vendo todos os planetas descrevendo órbitas em planos bem definidos, cuja direção do afélio dessas órbitas elípticas fazem um ângulo A com o Eixo Bruna.
Como conhecemos a direção de cada um desses afélios em relação a um sistema de coordenadas, como por exemplo o sistema de coordenadas eclípticas, podemos provar através delas se a nossa teoria está certa. Para tanto, vamos simular em uma planilha computadorizada o cálculo de todos os ângulos A dos planetas para verificar a existência de um eixo tal no Universo que atenda as condições preconizadas na minha teoria, onde nenhum planeta vai ter um ângulo A maior que 90º.
Além disso, vamos definir o valor da velocidade V de expansão no Universo, que tem que ser a mesma para cada órbita e influenciará no funcionamento da luz e da gravidade.
Primeira fase:
Cálculo da direção do Eixo Bruna
Dados das órbitas dos planetas

Usamos o sistema xyz de coordenadas eclípticas, onde as coordenadas xy estão no plano da eclíptica e a coordenada x está na direção do ponto Nodal.
ângulo
→ ângulo do eixo Bruna com o eixo Z;
ângulo
→ ângulo que a projeção do Eixo Bruna no plano XY faz com o eixo X;
ângulo A → ângulo que o eixo Bruna faz com a sua projeção no eixo do periélio do planeta.
Montamos uma planilha eletrônica com os dados das direções dos periélios dos oito planetas nos sistemas XYZ e variamos a direção do Eixo Bruna, variando os ângulos
e
.
Para cada posição do Eixo Bruna, calculamos o ângulo A para cada planeta, e, por tentativas, procuramos a posição do Eixo Bruna onde o ângulo A fosse o previsto por Deduções Lógicas. Encontramos para o valor de A:
A < 90 º para todos os planetas.
Variando
e
de 0 º à 360 º , por tentativa, chegamos à conclusão de que existe no espaço uma região que atende às condições impostas por Deduções Lógicas para o Eixo Bruna, a saber
= 3,6 º
= 275,35 º
Veja a planilha abaixo:

Estes dados dão as seguintes coordenadas para o Eixo Bruna:
|
|
Longitude |
Latitude |
|
- no sistema de coordenadas Eclípticas |
275o21’ ± 18’ |
e 86o24’ ± 1’48" |
|
- no sistema de coordenadas Galácticas |
92o15’36" ± 18’ |
e 29o24’36" ± 1’48" |
|
- e no sistema de coordenadas Equatoriais |
270o43’48" ± 18’ |
e 62o58’12" ± 1’48" |
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