A Grande Mágica

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A Grande Mágica

 

Este ser, esta inteligência a quem chamamos Deus, Alá, Tupã, natureza, além de ter feito o Universo de uma maneira tão simples, é também um grande mágico. O Universo que enxergamos é uma mágica, é uma Ilusão, e para melhorar a qualidade do espetáculo, este mágico fez uma ILUSÃO VERDADEIRA.

A explicação passa por um melhor entendimento do funcionamento da luz e do Big Bang. Em resumo:

 

O Big Bang


Fig. 3

 

Todo o material produzido pela grande explosão sofreu instantaneamente uma aceleração, formando uma esfera em expansão. As partículas da superfície desta esfera adquiriram uma imensa velocidade Vu (velocidade de expansão da superfície da esfera), e as partículas do interior as velocidades Ve, proporcionais às suas distâncias do centro desta esfera. Finalmente, todas as partículas afastam-se uma das outras com uma velocidade Va que é proporcional às distâncias entre elas (Fig. 3).

A luz


Fig. 4

 

Bilhões de anos depois do Big Bang, partículas com velocidade Ve de expansão se uniram devido à influência da gravidade local e formaram a galáxia E.

Em outra parte do Universo, as partículas com velocidade de expansão V formaram a galáxia A, nossa Via Láctea.

Na idade T1 do Universo, a galáxia E, na posição E1 da sua trajetória, emite fótons em todas as direções. Aqueles emitidos na direção da Via Láctea, na posição A1 de sua trajetória, devido à velocidade Ve tomam a direção e velocidade c2, onde c2 = c + Ve (c velocidade de emissão dos fótons = 300.000 km/s), e nos alcançam hoje (idade atual do Universo, T = 13,7 bilhões de anos), com a Via Láctea na posição A (Fig. 4).

A ilusão

Estes fótons que nos chegam com a velocidade c2 fazendo um ângulo A com a trajetória da Via Láctea, devido à nossa velocidade V de expansão sofrem o fenômeno denominado aberração (que costumo chamar de "o carro na chuva").

A aberração nos fará acreditar que os fótons estão chegando com velocidade c e vindos de uma direção que faz um ângulo B com a direção de nosso deslocamento, ou seja, a aberração aparentemente muda a direção da chegada dos fótons de um ângulo A para um ângulo B e a velocidade de chegada deles de c2 para c.

Isto é como se estivéssemos num carro, andando na chuva. Os pingos da chuva têm uma direção e uma velocidade para nós diferentes da visão de uma pessoa parada na chuva.

Portanto, a visão que temos do Universo é uma ilusão. A direção na qual pensamos que a luz está chegando é completamente diferente da realidade.

A ilusão verdadeira

Vemos da Fig. 4 que os triângulos OEA formados em qualquer idade do Universo serão sempre triângulos semelhantes. Os lados:

OE Þ trajetória da galáxia E , ;

OA Þ trajetória da Via Láctea , ;

AE Þ trajetória de afastamento da Galáxia E da Via Láctea, ; serão sempre proporcionais à idade T do Universo.

Isto significa que um ângulo B de visada do astro será sempre o mesmo e, o que é incrível, sempre que pensamos que a galáxia E está na direção do ângulo B, a galáxia E está na realidade naquela posição.

Assim explicamos a ilusão verdadeira do Universo.

O Universo visível

No início deste trabalho desprezamos a Relatividade, portanto não temos como limite de velocidade, para as partículas, a velocidade da luz.

Sendo assim, no momento do Big Bang, as partículas da periferia podem ter adquirido velocidades Vu várias vezes a velocidade da luz. Não temos como saber estas velocidades.

Assim, teremos galáxias com velocidades Ve > 1 e galáxias afastando-se de outras galáxias com Va > 1 (c =1 é a unidade de velocidade).

Se uma galáxia E emite fótons em direção a uma galáxia A, que se afasta dela com Va > 1, estes fótons nunca chegarão em A (Fig. 5).

 


Fig. 5

Portanto, o Universo Visível de qualquer galáxia constitui-se de uma esfera na qual os astros em sua superfície afastam-se dela com velocidade Va < 1 (Fig. 6).


Fig. 6

 

Concluindo: o grande privilegiado no Universo não é só o homem, mas a vida. Qualquer ser vivente, em qualquer lugar do Universo, poderá bradar: EU SOU UM PRIVILEGIADO. SOU O CENTRO DO MEU UNIVERSO VISÍVEL.


Fig. 7

 

O Universo Lógico

 


Fig. 8

 

Na Fig.8, quando a galáxia E estava na posição E1, emitiu fótons com velocidade c em direção à Terra, que ocupava a posição A1. Para um observador na Terra ela está parada. Ele não sente a velocidade V de expansão como também não percebe a velocidade Ve de expansão da galáxia E. O que ele observa é a galáxia E sempre na mesma posição afastando-se com a velocidade Va, devido à semelhança dos triângulos formados a cada instante entre a Terra, a galáxia e o centro do Universo O, decorrente da expansão do Universo.

O fóton que sai de E1 em direção a A1 chega na Terra quando esta ocupa, hoje, a posição A, e a galáxia, a posição E. Para um observador na Terra, ou na galáxia E, o fóton percorreu a trajetória D (EA) com a velocidade c.

Através do efeito Doppler (redshift) sabemos qual é a velocidade de afastamento Va da galáxia, e, com a constante de Hubble, a sua distancia em relação à Terra.

O descrito acima, para nós na Terra, é pura verdade, mas para um observador S, parado no espaço, não passa de uma ilusão. Ele sabe que o fóton não percorreu a trajetória EA e sim a trajetória E1A com a velocidade c2, onde:

c2 = c + Ve.

O mais incrível é que esta ilusão é uma ILUSÃO VERDADEIRA. O fóton ao chegar à Terra vindo da direção E1A, devido à aberração da sua velocidade c2 em relação à velocidade V de expansão da Terra, indicará a direção EA como a sua origem.

Se, por acaso, a galáxia E explodisse no meio da trajetória E1E e deixasse de existir, mesmo assim continuaríamos recebendo, hoje, e por mais alguns bilhões de anos, a sua luz vinda da direção que ela ocuparia se não tivesse explodido.

A aceleração do Universo Lógico

O Big Bang originou-se de um ponto denominado singularidade onde estava concentrada toda a energia do Universo.

Em determinado momento este ponto explodiu. Foi o instante do nascimento do Universo. A força desta explosão, instantaneamente, acelerou esta energia a velocidades muitas vezes a velocidade da luz. Teve lugar a fase da aceleração do Universo.

A velocidade adquirida pela energia pura fez com que ela se materializasse formando as primeiras partículas do Universo.

Velocidades adquiridas pelos quanta que emergiram durante o Big Bang


 

A velocidade de expansão do Universo Lógico Ve, das Galáxias

Vimos na "Gravidade Lógica", que os energétrons são "quanta" de energia gravitacional emitidos pelos corpos com a capacidade de exercer uma força de atração entre eles. Como os fótons, a sua velocidade é a da luz.

Portanto não haverá visibilidade nem influência gravitacional entre dois corpos que se afastam com velocidade maiores do que a da luz.

 

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